Carta ao Santo Padre, o Papa Bento XVI sign now

Ao Santo Padre, o Papa Bento XVI.

Amado Santo Padre, o que nos move a escrever a Vossa Santidade й o amor e o zelo que temos pelo Nosso Senhor, presente na Santнssima Eucaristia, zelo semelhante ao que animava o Anjo de Portugal, o qual, em sua terceira apariзгo a Lъcia de Jesus e aos bem aventurados Francisco e Jacinta Marto, prostrou-se diante do Santнssimo Sacramento e orou em reparaзгo pelos ultrajes, sacrilйgios e indiferenзas com que o mesmo Santнssimo Sacramento й ofendido. Depois, deu a Santнssima Comunhгo аs crianзas dizendo: Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos.
Nуs, catуlicos residentes no Brasil, temos observado que muitas profanaзхes do Santнssimo Sacramento sгo cometidas involuntariamente por pessoas deveras bem intencionadas, leigos e clйrigos que, embora esforзando-se por fazer somente o bem, acabam errando, provavelmente influenciados por errфneos costumes que se encontram, no momento, fortemente difundidos. Por esta razгo, os exemplos aqui citados nгo serгo acompanhados de nomes de pessoas, a fim de preservб-las, uma vez que a presente carta foi vista por vбrias pessoas a fim de que as que concordam, possam assinб-la. Se Vossa Santidade, porйm, no-lo solicitar, podemos revelar-lhe os nomes, desde que confidencialmente.
Na Instruзгo Redemptionis Sacramentum, por exemplo, no nъmero 101, embora trate este nъmero especificamente da Comunhгo em duas espйcies, transparece grande preocupaзгo para que seja evitado todo e qualquer perigo, inclusive pequeno, de profanaзгo das sagradas espйcies. Provavelmente por falta de sуlida instruзгo, temos observado, na maioria das Santas Missas celebradas em nosso paнs, grande perigo de profanaзгo das sagradas espйcies, e й esta a nossa maior preocupaзгo, a principal razгo que nos moveu a escrever esta carta.
O nъmero 92 da mesma Instruзгo concede aos fiйis a liberdade de escolher se desejam receber a Sagrada Comunhгo na mгo ou diretamente na boca, porйm conclui-se instruindo que se existe perigo de profanaзгo, nгo se distribua aos fiйis a Comunhгo na mгo. Ora, entendemos que, para receber na mгo a Sagrada Comunhгo, sem perigo de profanaзгo, faz-se necessбrio verificar diligentemente se algum fragmento da espйcie sagrada ficou aderido а mгo, nгo hesitando atй mesmo lamber a mгo caso seja este o ъnico modo de se ter certeza absoluta, por exemplo no caso de pessoas cuja acuidade visual nгo й suficiente para que uma cuidadosa inspeзгo visual possa garantir a inexistкncia de fragmentos aderidos а mгo. Por esta razгo, muitos acham mais prбtico e mais seguro receber a Sagrada Comunhгo diretamente na boca. Ora, na grande maioria das Santas Missas das quais participamos, temos observado que a grande maioria dos fiйis recebe a Sagrada Comunhгo na mгo e, entre estes, os que ao menos observam a mгo apуs terem comungado, verificando se hб ou nгo algum fragmento, constituem uma distinta minoria.
O autor desta carta jб presenciou tambйm o seguinte absurdo: em uma Santa Missa celebrada por um Bispo, este (um excelente pastor do povo de Deus que, se cometeu este erro, frisamos novamente que errou esforзando-se nгo obstante por acertar, portanto nгo o culpamos e por isso nгo citamos aqui seu nome) orientou os fiйis para que recebam a Sagrada Comunhгo na mгo pois, segundo ele, esta forma seria mais adequada. O autor desta carta entгo pensou: se fosse mesmo a mais adequada, certamente seria a mais antiga. Nгo seria tal ato uma desobediкncia а Instruзгo Redemptonis Sacramentum, mais precisamente ao nъmero 92, onde й garantido aos fiйis o direito de receberem a Sagrada Comunhгo diretamente na boca? Segundo as palavras desta Instruзгo, entendemos que, se a autoridade eclesiбstica entender que hб perigo, mesmo pequeno, de profanaзгo, pode determinar que os fiйis recebam a Sagrada Comunhгo na boca, mas nгo estб previsto nenhum caso no qual seja permitido determinar que a recebam na mгo, vetando o recebimento diretamente na boca. Nгo somente este referido Bispo, mas tambйm inъmeros Sacerdotes tкm o hбbito de se recusarem a entregar a Sagrada Comunhгo diretamente na boca dos que assim desejam recebк-La.
Pelo exposto atй aqui, ficam razoavelmente claros alguns dos vбrios motivos pelos quais, em nosso zelo pelo Santнssimo Sacramento, discernimos ser o caso de se recorrer ao Santo Padre: primeiramente, nгo adiantaria recorrer ao Bispo para que corrija dos Padres um erro do qual ele prуprio й adepto. Em segundo lugar, estes erros estгo muito disseminados particularmente em nosso paнs, portanto nгo й somente no nнvel de uma ou outra Diocese que se faz necessбria uma correзгo. Ora, somente o Romano Pontнfice tem autoridade para enviar instruзхes e exortaзхes aos Senhores Bispos, por isso, confiados no carisma da infalibilidade, a Vossa Santidade concedido pelo prуprio Senhor atravйs do Divino Espнrito Santo, entendemos uma intervenзгo de Vossa Santidade como sendo a mais eficaz forma de, em honra ao Senhor Jesus presente na Eucaristia, reduzir tanto quanto possнvel a freqькncia com que as profanaзхes ocorrem. Pensando nisso, й com grande gratidгo que nos lembramos daquela ocasiгo em que Vossa Santidade, antes de ser chamado а Cбtedra de Sгo Pedro, veio em socorro а integridade da fй do povo brasileiro, cuja ortodoxia achou-se ameaзada pelas idйias marxistas e herйticas que, naquela ocasiгo, estavam sendo terrivelmente alastradas pelos adeptos da Teologia da Libertaзгo. Vossa Santidade, com louvбvel coragem, opфs-se aos erros qual bom pastor a defender seu rebanho contra o ataque de lobos cruйis, homens surgidos em nosso meio, que nгo poupavam o rebanho, espalhando doutrinas perversas, como profetizara o Santo Apуstolo Paulo (At 20,29-30; II Tim 4,3-4). Em nome do povo brasileiro, de todo o coraзгo lhe agradecemos por ter sido o instrumento do qual serviu-se e continua servindo-se o Senhor para nos livrar daqueles erros!
Retornando ao assunto das profanaзхes das sagradas espйcies, outro erro que temos verificado que vem ocorrendo com certa freqькncia no Brasil й o caso de certos Sacerdotes que orientam os ministros extraordinбrios da Sagrada Comunhгo a abolirem o costume de passar бgua nas mгos apуs terem distribuнdo a Sagrada Comunhгo. Segundo os Sacerdotes que assim orientam os ministros, essa purificaзгo seria desaconselhбvel pelo fato de nгo haver viabilidade de se purificar as mгos de todo o povo que comungou, entгo seria conveniente, nesta linha de pensamento, que os ministros tambйm nгo purificassem as suas. Ora, sucede que, em primeiro lugar, a probabilidade de haver fragmentos da Sagrada Hуstia aderidos аs mгos dos ministros, que manusearam inъmeras vezes o Santнssimo Sacramento enquanto distribuнam a Sagrada Comunhгo, й muito maior do que nas mгos dos demais fiйis, que tocaram o Santнssimo Sacramento apenas uma vez, ao comungarem. Alйm disso, os fiйis que optam por receber a Sagrada Comunhгo na mгo podem, se necessбrio for, atй lamber a mгo, coisa que os ministros, por motivo de higiene e de respeito para com os que de suas mгos hгo de receber a Sagrada Comunhгo, nгo podem fazer em hipуtese alguma, sendo portanto imprescindнvel, para os ministros (tanto os ordenados quanto os extraordinбrios), a diligente passagem de бgua pelas mгos apуs o tйrmino da distribuiзгo da Sagrada Comunhгo, prбtica usualmente chamada de purificaзгo das mгos, embora achemos nуs estranho esse termo, uma vez que o Corpo de Cristo nгo й impureza, e por isso somente o usamos entre aspas, quando desejamos escrever do modo como usualmente se ouve dizer.
Temos observado ainda, aqui no Brasil, vбrias outras desobediкncias а Instruзгo Redemptionis Sacramentum, por exemplo: numerosos Sacerdotes tкm o hбbito de convidar os fiйis a rezarem, todos juntos, algumas partes da Oraзгo Eucarнstica; distribuiзгo da Sagrada Comunhгo em duas espйcies da seguinte forma: o Corpo de Cristo й entregue na mгo do comungante, e este й entгo orientado a molhб-Lo em um cбlice com o Sangue de Cristo; toque de instrumentos musicais simultвneo ao pronunciamento das palavras da Consagraзгo; e vбrios outros erros. Entendemos que todo e qualquer erro deve ser evitado, e que, quando sгo cometidos, geralmente o motivo й desconhecimento das orientaзхes da Santa Sй; porйm, os mais graves entre todos os erros sгo, segundo nossa opiniгo, aqueles que induzem a imenso risco de profanaзгo das Sagradas Espйcies, sobretudo atravйs de fragmentos aderidos аs mгos dos fiйis que optam por receber a Sagrada Comunhгo na mгo; dos ministros, ordenados e extraordinбrios, que, por vontade prуpria, ou por ignorвncia, ou atй mesmo por obediкncia а autoridade eclesiбstica local, nгo passam бgua pelas mгos apуs terem distribuнdo a Sagrada Comunhгo; e finalmente os inъmeros casos de Bispos e Padres que, contrariando a Instruзгo Redemptionis Sacramentum, nъmero 92, recusam aos fiйis o direito de receber a Sagrada Comunhгo diretamente na boca.
Amado Santo Padre, parece-nos grande, no Brasil, a carкncia de uma exortaзгo dirigida por Vossa Santidade particularmente ao Clero brasileiro. Se parecer bem a Vossa Santidade, sugerimos que, em primeiro lugar, nosso Clero seja exortado a orientar o povo a receber a Sagrada Comunhгo de preferкncia na boca, pois este й o modo mais seguro, quase que garantido, de se evitar profanaзгo das espйcies sagradas; porйm, os que desejarem recebк-La na mгo, que tenham grande cuidado em evitar que fragmentos sejam posteriormente derrubados no chгo. A grande maioria dos fiйis brasileiros recebe a Sagrada Comunhгo na mгo, e nгo verifica se ficaram fragmentos aderidos а mгo, e julgamos importante frisar que, muitнssimo provavelmente, isso se deve, na imensa maioria dos casos, а falta de terem sido instruнdos neste sentido. Ora, a Instruзгo Redemptionis Sacramentum estabelece que, em caso de perigo de profanaзгo, nгo seja distribuнda a Sagrada Comunhгo na mгo, e entendemos que o perigo existe, й muito grande, e continuarб existindo atй que o nosso povo seja solidamente instruнdo neste sentido, e portanto, enquanto persiste essa situaзгo, seria altamente desejбvel, por razгo de zelo para com o Santнssimo Sacramento, que nosso povo fosse instruнdo a receber a Sagrada Comunhгo preferencialmente na boca. Sugerimos tambйm que os ministros, ordenados e extraordinбrios, da Sagrada Comunhгo, sejam orientados por Vossa Santidade a passar бgua pelas mгos sempre que terminarem de distribuir a Sagrada Comunhгo ao povo. Apresentamos, todavia, estas sugestхes a Vossa Santidade sem perder de vista que Vossa Santidade recebeu de Deus o carisma da infalibilidade em assuntos de doutrina de fй e de moral, portanto, caso pareзa melhor a Vossa Santidade lutar contra esses erros de algum modo diferente do que aqui sugerimos, neste caso teremos a certeza de que a idйia do Santo Padre й inspirada pelo Divino Espнrito Santo, e portanto certamente melhor do que a nossa. Caso, porйm, ao contrбrio, Vossa Santidade julgue boas as nossas sugestхes, acreditamos que isso seria uma confirmaзгo irrefutбvel de que nossas idйias foram inspiradas pelo Divino Espнrito Santo. De nossa parte, acreditamos que o ato de levar ao conhecimento de Vossa Santidade os graves erros que com imensurбvel freqькncia vкm ocorrendo em nosso paнs, й para nуs um verdadeiro dever de consciкncia, e esperamos, pela graзa de Deus, ter cumprido de modo satisfatуrio o que o Senhor esperava de nуs quando nos suscitou a idйia de escrever a Vossa Santidade.
Concluнmos rezando, e rogando a Vossa Santidade que se una a nуs nesta oraзгo, na Comunhгo dos Santos, em uniгo com todos os Santos e Anjos, particularmente com o Anjo de Portugal, com Nossa Senhora de Fбtima e com os bem aventurados Jacinta e Francisco, em reparaзгo pelas inъmeras profanaзхes sofridas pelo Senhor no Santнssimo Sacramento, e nesta intenзгo rezamos fazendo nossas as palavras do mesmo Anjo:
Santнssima Trindade, Pai, Filho e Espнrito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereзo-Vos o preciosнssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrбrios da Terra, em reparaзгo dos ultrajes, sacrilйgios e indiferenзas com que Ele mesmo й ofendido. E, pelos mйritos infinitos do Seu Santнssimo Coraзгo e do Coraзгo Imaculado de Maria, peзo-Vos a conversгo dos pobres pecadores.

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Roland FranklinBy:
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